Cuando Cubango: Cidadãos chamados a seguir legado do primeiro Presidente de Angola

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Como político e escritor, Agostinho Neto deixou bem patente nos anais da História

um grande legado, cuja dimensão transcende as fronteiras do território nacional.

A Vice-Governadora do Cuando-Cubango para o Sector Político, Económico e Social, Adélia Muambeno, afirmou, na cidade de Menongue, que os cidadãos na província só serão capazes de cumprir o lema do saudoso Presidente Agostinho Neto segundo o qual, “o mais importante é resolver os problemas do povo”, quando estiverem envolvidos e engajados nos vários programas para proporcionar maior dignidade e bem-estar às populações. Falando  no acto provincial do centenário natalício do Fundador da Nação e do Herói Nacional, referiu que para fazer jus a este legado o Executivo angolano tem como prioridade para o Cuando Cubango o fomento da Agricultura, a recuperação de infra-estruturas sociais, o reordenamento e urbanização de vilas, a ligação por estradas asfaltadas entre municípios, a formação técnico-profissional dos jovens, a melhoria dos cuidados primários de saúde, o fornecimento de energia e água, habitação, entre outras.

Recordou que foi no Cuando~Cubango onde António Agostinho Neto afirmou pela primeira vez que “o mais importante é resolver os problemas do povo”, durante um comício em 1978, na cidade de Menongue, e por este facto os cidadãos da província devem ter sempre em mente estas palavras, no sentido de ajudarem o Governo Central e local nas diversas tarefas para melhorar as condições de vida da população.

“Como espírito de trabalho e entrega, devemos todos nos empenharmos para transformar o Cuando-Cubango numa boa terra para viver, com o objectivo de ressaltar justamente todos os aspectos da vida do primeiro Presidente da República de Angola e que não estejam unicamente ligados à sua veia literária”, destacou.

Segundo a governante, falar da vida e obra do Presidente Agostinho Neto não é uma tarefa fácil, “porque cada etapa do seu percurso político contém muitos e grandes momentos de glória que na devida altura a história vai se encarregar de desvendar e enaltecer”.

Defendeu a necessidade de se continuar a ensinar as novas e futuras gerações sobre a contribuição de Neto na libertação de Angola e da África Austral, bem como os esforços para a conquista da paz em todo o território nacional.

“É importante que todos os angolanos festejem o centenário do primeiro Presidente do país à dimensão que ele merece. Ele foi um nacionalista convicto, poeta exímio, humanista, pai de família dedicado, líder guerrilheiro, político destemido, estadista insigne, internacionalista e diplomata sagaz”, disse.

Adélia Muambeno realçou que a celebração dos 100 anos do nascimento de Agostinho Neto é uma homenagem com dignidade merecida para aquele que foi uma figura de cariz internacional, um respeitado intelectual, humanista, homem de arte e de cultura.

Salientou que o 17 de Setembro, enquanto efeméride, reverencia eternamente o papel de Neto, como forma de manter presentes os princípios, os ideais e os ensinamentos deste ilustre filho de Angola, sendo um homem de cultura, médico, escritor e político que conseguiu fundar as bases pelas quais se constrói diariamente esta nação.

Muambeno disse ainda que a conquista da Independência em Angola resultou dos esforços de vários heróis, alguns anónimos e outros devidamente honrados pela História, mas coube ao Presidente Agostinho Neto a condução dos momentos derradeiros, intervindo em diversas frentes nos domínios militar, diplomático e político.

Como político e escritor, sublinhou que Neto deixou bem patente nos anais da história um grande legado de honra, cuja dimensão transcende as fronteiras do território nacional.

O acto provincial do centenário do Fundador da Nação foi antecedido pela abertura de uma exposição fotográfica no Largo Dr. António Agostinho Neto, defronte ao Governo Provincial e contou com a presença de directores provinciais, magistrados do Ministério Público e judicial, autoridades tradicionais e religiosas, efectivos dos órgãos de Defesa e Segurança, membros da sociedade civil e a população, em geral. 

 

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